Minha Colmeia, Minha Vida
Objetivo da pesquisa
O papel das abelhas no ecossistema terrestre é inestimável. Elas desempenham um papel fundamental na polinização das plantas, garantindo não apenas a produção de alimentos, mas também a biodiversidade. No entanto, nos últimos anos, testemunhamos uma preocupação com o sumiço das abelhas, o que levou à necessidade de ações urgentes para sua preservação. Desta forma, a pesquisa visa a identificação das espécies de abelhas nativas presentes na área de estudo, na Ilha do Fundão, para desenvolver a estratégia de repovoamento, assim como o estudo da cerâmica como forma de criação de colmeias para esses insetos.
A cerâmica é um material tradicionalmente associado à arte e à cultura, é usada de forma criativa e sustentâvel e foi por isso a escolha de usa-la como ferramenta para por em prática o repovoamento das abelhas.
Espera-se com a pesquisa conscientizar a maior parte das pessoas sobre a importância das abelhas para o ecossistema, assim como, valorizar o uso da arte cerâmica e demostrar como pode-se incorpora-la em muitas áreas do conhecimento.
Metodologias
O projeto conta com três etapas principais na pesquisa:
1. Levantamento bibliográfico sobre as abelhas Jataí e seu cultivo, assim como o mapeamento das agroflorestas do fundão.
2. Criação de desenhos para o estudo da forma e elaboração das colmeias de cerâmica.
3. Implantação das colmeias nos locais mapeados e o monitoramento das mesmas.
4. Divulgação da pesquisa e de seus processos de desenvolvimento no site.
Você sabia?
Jataí é pacifista
A maioria das abelhas nativas brasileiras apresentam um comportamento agressivo quando encomodadas, mesmo com a ausência do ferrão. Esses insetos costumam se defender voando em direção ao rosto e cabelo, como até mesmo beliscões. Entretanto, as Jataís, abelhas escolhidas para o projeto de pesquisa não apresentam nenhum comportamento agressivo. Pelo contrário: elas se escondem, fechando-se no interior da colmeia, principalmente durante a noite.
Soninho da beleza
Poucos sabem, mas as abelhas também dormem. Elas costumam descansar em torno de cinco a oito horas por dia.
